A Revista Visão traz um artigo intitulado "Uma em cada seis crianças vive numa zona de conflito" - 15.fev'18 que mostra bem a urgência da defesa dos direitos das crianças. 357 milhões de crianças de 52 países vivem ou vivenciaram as agruras dos conflitos armados.
O top 10 dos países onde as crianças não podem ser crianças:
1 - Síria
2 - Afeganistão
3 - Somália
4 - Iémen
5 - Nigéria
6 - Sudão do Sul
7 - Iraque
8 - República Democrática do Congo
9 - Sudão
10 - República Centro Africana.

A Síria, o Afeganistão e a Somália são os piores países para se ser criança. Das mortes, às mutilações, passando abusos sexuais ou raptos, há todo um historial de horrores que nenhuma criança devia ver, sentir ou passar.
Os números são tão altos como o indescritível sofrimento delas: 357 milhões de crianças vivem em zonas com conflitos armados. Mais 75% do que no início dos anos 1990. E mais de metade (165 milhões) estão em locais de conflitos de grande intensidade. Os três piores países para se ser criança são a Síria, o Afeganistão e a Somália.
Se nalguns casos estão expostas a explosões nas áreas habitacionais, noutras são maltratadas ou usadas como soldados. No Top 10 de países deste horror estão, a seguir aos três anteriores, Iémen, Nigéria, Sudão do Sul, Iraque, República Democrática do Congo, Sudão e República Centro Africana.
Estes são alguns dos dados do último relatório de análise da agência humanitária Save The Children, com base em números da secção das Nações Unidas Children and Armed Conflict, e reportam ao período entre 1989 e 2016 (último ano com números comprovados), embora também tenham em conta informação relativas a 2017 provenientes da UNICEF, Missão de Assistência na Somália da ONU e Escritório do Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
A dura realidade mostra que há demasiados sítios onde as crianças estão vulneráveis às violações dos direitos humanos e às maiores atrocidades: morte, mutilação, violência sexual, rapto, usadas como soldados, ataques a escolas e hospitais ou recusa de assistência humanitária.
De acordo com o relatório da Save The Children, o número de crianças mortas ou mutiladas aumentou 300% desde 2010 e a recusa de ajuda humanitária cresceu 1,500%.
As 357 milhões de crianças em perigo, em 52 países, viram ou vivenciaram experiências que nenhuma criança deveria presenciar.
As percentagens por região dividem-se da seguinte forma: no Médio Oriente, 39% das crianças vivem a menos de 50km de um conflito (2 em cada 5); em África são 21% (cerca de 1 uma cada 5); na Ásia são 14%, na Europa 7% e na América 6%,
A ONU também confirmou que só em 2016 quase oito mil miúdos foram recrutados como soldados. Sendo que a Nigéria está no topo da lista com mais de duas mil crianças forçadas a pegar em armas.
In Visão - 15.fev'18