A Reforma Protestante

Written by Prof. Filipe. Posted in 3º Ciclo

Comemoram-se em 2017 os quinhentos anos depois de Martinho Lutero (1483-1546) ter apresentado as 95 teses que queria ver debatidas para reformar a Igreja Católica.

As grandes linhas do processo histórico da Reforma na Alemanha, tem como ponto de arranque o ano de 1517. A pregação pelos dominicanos de indulgências para obter esmolas destinadas às obras da Basílica de São Pedro suscitou a repulsa de Martinho Lutero, sacerdote, frade Agostinho e professor de Teologia em Wittenberg, que realizou duas ações retumbantes: a publicação de 97 teses contra a Teologia Escolástica e o envio, ao arcebispo de Mogúncia, na véspera de do dia de Todos os Santos, de 95 teses sobre as indulgências. Os anos seguintes presenciaram um surpreendente crescimento da fama de Lutero, que, chamado a Roma, recusou apresentar-se e recorreu, pelo contrário, às dietas imperiais de Augusburgo (1518) e de Leipzig (1519), adotando posições religiosas cada vez mais críticas. Roma não tomou uma ação decidida contra Lutero, sobretudo por razões de oportunidade política: o Império estava vago e o candidato preferido por Leão X era Frederico, o Sábio da Saxónia, senhor territorial e grande protetor do frade Martinho. Eleito imperador Carlos V (1519), Lutero publicou em 1520 três escritos famosos, que implicavam a rutura aberta com a Igreja Católica: “À nobreza cristã da nação alemã”, “Do cativeiro de Babilónia da Igreja” e “Da liberdade do cristão”. Em 1521 recaía sobre Lutero a excomunhão.
Na dieta de Worms, de 1521, Carlos V (com 21 anos de idade à época) e Martinho Lutero encontraram-se frente a frente: “Não posso nem quero retratar-me” declarou o antigo frade.
A “reforma” de Lutero foi conquistando com rapidez principados e cidades. Nas convulsões sociais da “Guerra dos Camponeses”, Lutero tomou decididamente o partido dos senhores e exortou os príncipes a assumirem o poder eclesiástico nos seus Estados. A consolidação do Luteranismo progrediu tanto na ordem política como na teológica: os príncipes e cidades reformados constituíram uma liga confessional e Melanchthon fixou a doutrina luterana na “Confissão de Ausburgo” (1530).
Em 1529, a dieta de Spira deliberou tolerar a Reforma nos lugares onde já estava implantada, mas proibiu que se estendesse a novos territórios. O protesto de cinco Estados e catorze cidades cunhou uma denominação religiosa que fez nome: protestar > protestantes > protestantismo.

Cfr. Orlandis, J. (1985). História Breve do Cristianismo. Editora Reis dos Livros. Lisboa.

Nasa - degelo no Ártico

Written by Prof. Filipe. Posted in 3º Ciclo

Imagens acompanham a evolução de degelo desde 1984 até setembro de 2016.

Um vídeo publicado pela NASA mostra como o degelo tem alterado a paisagem do Ártico durante as últimas décadas. As imagens indicam que o gelo mais velho está a desaparecer, deixando as calotas mais vulneráveis ao aquecimento da água do mar e do ar.

Acompanhando a evolução semanal da quantidade e espessura do gelo no Ártico, a partir de setembro de 1984, a NASA concluiu que o gelo está a sofrer "alterações fundamentais" e a tornar-se mais fino. As imagens mostram a diferença e a velocidade do desaparecimento do gelo.

Além disso, o gelo antigo está a derreter a um ritmo mais rápido do que o da formação do novo gelo, criando uma camada de gelo recente e vulnerável.


"Perdemos a maior parte do gelo mais antigo: nos anos 80, o gelo com vários anos era 20% da cobertura de gela. Agora é cerca de 3%", explica Walt Meier, investigador do Goddard Space Flight Center, da NASA. "O gelo mais velho era como uma apólice de seguro do gelo do Ártico. À medida que o perdemos, a probabilidade de um verão quase sem gelo no Ártico aumenta", conclui.


Para criar estas imagens, a NASA recorreu a vários indicadores e medições, mas viu-se obrigada a recorrer a estimativas em alguns anos, pois não tinha dados científicos suficientes.

In DN - 01.nov'16