Aterro subaquático

Written by Prof. Filipe. Posted in 3º Ciclo

Uma reportagem do El País que o jornal on-line Observador faz eco.


Investigadores italianos encontram no Mediterrâneo a maior concentração de lixo em águas profundas

Foi através de um robô, o POLLUX III, que os investigadores detetaram os objetos no fundo do mar. O plástico foi o resíduo mais comum (70%), seguindo-se materiais de construção, vestuário e metal.

Móveis de cozinha, barcos, tampas de sanita, colchões, mesas, árvores de Natal, roupas, pneus, tijolos, bonecos, tapetes e até um carro inteiro. A lista continua e não, não é uma garagem ou um armazém. Trata-se de um verdadeiro aterro subaquático que um grupo de cientistas descobriu no fundo do Estreito de Messina, que separa a ilha da Sicília da região de Calábria, em Itália, através de um robô que alcançou até 500 metros de profundidade. É a maior concentração de lixo jamais registada em águas profundas.

O estudo, publicado na Scientific Reports e desenvolvido pelo Conselho Nacional de Pesquisa de Itália, juntamente com a Universidade de Roma, explica esta “surpreendente” concentração de resíduos e alerta para um tipo de contaminação que ainda é pouco estudada. “As águas costeiras e as praias dos países em desenvolvimento podem ter mais lixo do que o que foi encontrado, mas esses são ambientes mais acessíveis. Por outro lado, o nosso conhecimento sobre o lixo no fundo do mar é muito limitado devido às dificuldades técnicas em estudá-lo e ao custo das campanhas marítimas”, explicou Martina Pierdomenico, investigadora e co-autora do estudo, citada pelo El País.

“Como temos vindo a explorar novas áreas, este problema tem-se revelado muito maior do que pensávamos e agora pensa-se que os fundos subterrâneos podem abrigar a maior quantidade acumulada de lixo na Terra”, acrescentou a investigadora.”

O Estreito de Messina é rodeado por duas cadeias montanhosas: uma no lado da Sicília e outra no lado de Calábria, com uma grande abertura e onde circulam correntes sazonais. No verão, esta é uma zona seca e é utilizada com frequência como aterro ilegal. No inverno, as chuvas torrenciais levam os resíduos para o mar. “Os rios são reconhecidos como uma das principais fontes mundiais de lixo marinho e a sua capacidade de transporte é estritamente relacionada com a variabilidade do escoamento causada pela sazonalidade. Neste caso, o clima semiárido mediterrânico determina um contraste sazonal muito forte”, escreveram os autores do trabalho.

O robô que encontrou os objetos no fundo do mar, o POLLUX III, cobriu cerca de 6,4 quilómetros de vale submarino numa profundidade de entre 240 e 580 metros. E o estudo revela ainda que quanto maior era a profundidade, maior era também o desperdício encontrado. E, como seria de esperar, o resíduo mais abundante foi o plástico (70%), seguindo-se materiais de construção, vestuário e metal. Já os sacos de plástico e embalagens leves foram os objetos mais comuns (52% do total). O robô encontrou uma quantidade de lixo até 200 itens por cada 10 metros, “a quantidade mais elevada para águas profundas até ao momento”, explica o estudo.

Agora, a equipa pretende perceber qual o impacto real que este “aterro” subaquático pode ter na vida selvagem, uma vez que estes materiais são “uma fonte de poluentes orgânicos persistentes e são tóxicos para a fauna marinha, podendo ficar acumulados nos seus tecidos”. O Oceano Mediterrâneo, refere o estudo, é um mar que já de si está predisposto a acumular resíduos, uma vez que a sua costa tem uma larga concentração urbana e industrial, tráfego marítimo pesado e uma troca limitada de água através do Estreito de Gibraltar.

Ecumenismo > Porto'19

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O Roteiro Ecuménico 2019 do Porto visou proporcionar aos cristãos das diferentes confissões, interessados na busca da unidade entre os cristãos, um caminho de comunhão e alegria no conhecimento da diversidade eclesial e relação fraterna. Para saber mais > ecumenismoporto.org

Dia Mundial das Religiões

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O Dia Mundial da Religião celebra-se anualmente a 21 de janeiro.

A religião é culto prestado a uma divindade, manifestando-se como uma crença pessoal, pautada pela fé. Proveniente do latim, a expressão significa a restauração da relação entre o homem e o universo sagrado.

Como existe uma variedade considerável de religiões, o Dia Mundial da Religião surgiu em 1949 com o intuito de promover a união das religiões existentes no mundo, tentando levar ainda mais fé e esperança aos povos tão diferentes entre si mas na verdade tão semelhantes no sentimento religioso.

Neste Dia Mundial da Religião os líderes religiosos apelam ao diálogo inter-religioso e por todo o mundo se incentiva ao respeito pela religião alheia e ao objetivo final da paz entre os povos.

In Calendarr.com

Se quiseres saber mais sobre este assunto podes ver este vídeo:

VDigital

In VDigital.pt

Kumbh Mela 2019

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Arranca o festival Kumbh Mela na Índia


Com um mergulho nas margens do Ganges, do Yamuna e do Saraswati, cerca de 120 milhões de peregrinos marcam o arranque do Kumbh Mela, que dura até março, sendo a maior festividade religiosa do mundo, que atrai não só fiéis hindus, mas um grande número de turistas.

Se quiseres saber mais sobre o Kumbh Mela podes ver o artigo da Revista Visão.