JFK - 50 anos depois
Se quiseres saberes mais sobre o presidente Kennedy e perceber porque se tornou um mito, podes ler o artigo da revista Visão que explica as 8 razões pela qual isso aconteceu.
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Um ensaio do sociólogo António Barreto sobre a reforma do Estado publicado no i - 18.nov'13
Convém nunca esquecer que se trata de um longo processo aberto à sociedade. Pode demorar anos e não se confunde com um calendário eleitoral. Nem com pagamento de dívidas ou resgate financeiro.
Reformar o Estado em democracia exige um plano, uma estratégia, um condutor e um consenso alargado. Como se pode imaginar, a dificuldade reside na necessidade de um consenso alargado (a não confundir com unanimidade) e na indispensabilidade de um condutor, de um dirigente ou de um piloto (pessoa, partido ou instituição). A direcção permite a eficácia, a unidade de orientação e a consistência. O consenso alargado permite, além das liberdades e da pluralidade, a persistência e a duração no tempo. De outro modo, teremos reformas aparentes e efémeras, logo seguidas de novas reformas levadas a cabo por outros protagonistas políticos, nomeadamente os partidos.
Um pequeno vídeo da TED talk para ajudar.

De forma bastante simplificada, poderemos considerar que a classificação dos partidos como sendo de direita ou de esquerda fica a dever-se, entre outros fatores, à confluência de três motivos de ordem histórica. “Na Grã-Bretanha, a partir de 1730, os deputados do partido governamental sentam-se, em Westminster, à direita do speaker, enquanto os da oposição tomam os seus lugares à esquerda deste” (Jaime Nogueira Pinto, “Direita”, in Polis). Em segundo lugar, a colocação dos partidos, na Assembleia Constituinte Francesa, após a revolução de 1789, fez-se dispondo, à direita, os que eram defensores dos ideais do Antigo Regime e à esquerda os que propunham os ideais da Revolução. Acresce ainda o contributo da dita direita e esquerda heguelianas. Hegel, grande filósofo alemão do século XVIII-XIX (1770-1831), formou discípulos que, enquanto crentes, formaram a “direita hegueliana” e, enquanto não crentes, se situaram na dita esquerda “esquerda hegueliana”.
Poderíamos, sinteticamente, mas sem pretender esgotar a riqueza de cada uma das opções, referir que a direita gravita em torno do valor da iniciativa individual, nos âmbitos da economia e das políticas sociais, do valor da autoridade, da segurança e da tradição; ao passo que a esquerda sublinha o valor da igualdade de todos, da liberdade e da importância da intervenção do Estado na salvaguarda dos direitos sociais.
In Alicerces, Política, Ética e Religião, pág. 30